TERMOS DA ORAÇÃO/ SUJEITOS E PREDICADOS
Haverá na nossa língua sujeito inexistente quando o verbo da oração for impessoal. Assim, se, como vimos lá em cima, o sujeito é quem determina a concordância verbal, nesses casos o verbo, que não tem sujeito, ficará sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplos:
I – Verbos indicando fenômeno da natureza (em sentido denotativo):
Choveu muito ontem. => Sujeito inexistente
Choveu reclamação. => Sentido conotativo => Sujeito: reclamação
II – Verbo HAVER no sentido de existir ou ocorrer:
Houve muitas festas por aqui. => Sujeito inexistente
III – Verbos FAZER, HAVER e IR indicando tempo decorrido:
Faz anos que nos conhecemos. => Sujeito inexistente
Há muito quero ver seus filhos. => Sujeito inexistente
Vai uns dez anos que já não vejo José. => Sujeito inexistente
IV – Verbo FAZER em indicações de clima.
Faz muito frio no Sul. => Sujeito inexistente
V – Verbos SER e ESTAR acompanhados de fenômeno expresso por substantivo, adjetivo ou advérbio, sem que a casa sintática do sujeito esteja preenchida:
Está cedo. => Sujeito inexistente
Ainda era madrugada. => Sujeito inexistente
Está frio aqui. => Sujeito inexistente
- Não confundir com situações em que a casa sintática do sujeito esteja devidamente ocupada por estrutura nominal que desempenhe a função de sujeito:
O dia está frio. => Sujeito: o dia
BOM, AGORA VEREMOS OS PREDICADOS
Sintaticamente, dá-se o nome de PREDICADO ao termo essencial da oração que corresponde ao segmento linguístico onde se situa o verbo da oração, o qual estabelece a concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito. Eu devo confessar que não gosto daquelas definições segundo as quais o predicado seria “aquilo que se diz do sujeito”, prefiro entender a sintaxe como um estudo de fenômenos estruturais da língua, portanto insisto na importância da percepção da concordância como um ponto fundamental na identificação do sujeito e do predicado. estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos oracionais.
E quais são os tipos de predicados?
Existem três tipos de PREDICADOS
Nominal
Verbal
Verbonominal
NOMINAL:
O predicado será nominal quando for constituído por um VERBO DE LIGAÇÃO, normalmente definido como verbo que designa estado, e um PREDICATIVO DO SUJEITO. O núcleo de predicado, nesse caso, é o PREDICATIVO, que é função desempenhada por um nome (substantivo ou adjetivo), daí a definição do predicado como NOMINAL. Ex.: A vida está boa. (ESTÁ = verbo de ligação / BOA = predicativo do sujeito).
VERBAL:
Será chamado de VERBAL o predicado possui um verbo significativo, também denominado de nocional. Pedagogicamente, dizemos que é um verbo que exprime “ação”. Ex.: Esse professor ensina muito bem.
Sendo mais preciso o predicado VERBAL é aquele em cuja estrutura temos um VERBO INTRANSITIVO ou um VERBO TRANSITIVO (DIRETO, INDIRETO ou DIRETO E INDIRETO), sem se observar a presença de um predicativo (do sujeito ou do objeto). O núcleo do predicado verbal é o verbo.
VERBONOMINAL:
Será VERBONOMINAL o predicado que encerra em si mesmo uma espécie de união de predicados, sendo um centrado em um processo verbal de ação e outro em uma atribuição de estado. Assim, em sua constituição estrutural, o predicado VERBONOMINAL contará com um VERBO INTRANSITIVO ou um VERBO TRANSITIVO (DIRETO, INDIRETO ou DIRETO E INDIRETO) e também com um PREDICATIVO (do sujeito ou do objeto). Nesse caso, o predicado terá dois núcleos, sendo um o verbo e o outro o predicativo. Ex.: João chegou alegre. (CHEGOU = verbo intransitivo / ALEGRE = predicatvo do sujeito).
então esses são os sujeitos e os predicados.
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