TERMOS DA ORAÇÃO/ SUJEITOS E PREDICADOS

existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada de termo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.

Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:

1) Essenciais

Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas orações.

2) Integrantes

Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:

complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.

3) Acessórios

Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância). São representados por:

adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.




VAMOS NOS APROFUNDAR NOS "SUJEITOS" E "PREDICADOS"?

O quê é o sujeito?

Muitos o definem como “aquele que pratica a ação”, outros como “aquilo de que se faz uma declaração”… Como são definições que trazem muitas lacunas, prefiro entender que o SUJEITO é o espaço gramatical ocupado por uma estrutura nominal, cujo núcleo é um elemento de valor substantivo, que determinará a flexão do verbo. Assim, em “Pelo bom cozinheiro, o bolo foi feito.”, o sujeito é o bolo. Por quê? Por que praticou a ação? Não, até porque não a praticou, né? Por que dele se faz uma declaração? Acho discutível… parece-me que o cozinheiro é que está em evidência na sentença… O “bolo” é o sujeito porque uma estrutura que determina a flexão do verbo. Para comprovar isso, coloque a palavra “bolo” no plural e verifique que o verbo o acompanhará: “Pelo bom cozinheiro, os bolos foram feitos.”. 


Se o sujeito estiver escrito na sentença, teremos um sujeito simples, se a estrutura nominal tiver apenas um núcleo, ou um sujeito composto, se a estrutura nominal tiver dois ou mais núcleos:

Existe 5 tipos de sujeitos entre eles está  SUJEITO:
Simples
Composto
Oculto
Indeterminado
Inexistência


Exemplos->

Simples:  pedro é inteligente
                 Núcleo=Pedro 

Composto: A beleza, a bondade e o caráter têm lugar reservado no céu.
               Núcleos= Beleza/Bondade/Caráter
Oculto: 

Obs: Quando o sujeito, mesmo não estando escrito na sentença, é identificável pela desinência do verbo, costuma-se dar a ele o nome de sujeito oculto. Ele também pode ser chamado de desinencial, implícito, elíptico…

Estranhei essas manchas na sua perna.
Sujeito = Eu

Naquela tarde, sairíamos com mamãe.
Sujeito = Nós

Fizeste o que pedi?
Sujeito = Tu

Indeterminado:

Quando, por razões várias, há o desejo de indeterminar, omitir, dissimular a identidade do ser a quem o sujeito se refere, recorre-se a construções geradoras do que se define como sujeito indeterminado. Há, oficialmente, três maneiras de indeterminar o sujeito na Língua Portuguesa:

 

I – Oração com verbo na 3ª pessoa do plural sem menção anterior a um elemento que seria o sujeito:

 

Falaram mal de você. => Sujeito Indeterminado

 

Não confundir com situações em que o sujeito está mencionado anteriormente:
João e Gabriel me encontraram ontem. Falaram mal de você. => Sujeito: João e Gabriel

 

II – Verbo (Transitivo Indireto, Intransitivo ou de Ligação), na 3ª pessoa do singular, acrescido do pronome SE, nos casos em que o agente é ignorado:

 

Discutiu-se sobre as bases do novo governo. => Sujeito Indeterminado

Aqui se vive em paz. => Sujeito Indeterminado

 

Não confundir com situações em que o agente está claro na sentença:
      João se basta. => Sujeito: João

 

 

III – Verbo no infinitivo com um agente generalizado.

 

Chorar alivia a alma. => Sujeito Indeterminado

É essencial beber muita água. => Sujeito Indeterminado


Inexistência/inexistente:

Haverá na nossa língua sujeito inexistente quando o verbo da oração for impessoal. Assim, se, como vimos lá em cima, o sujeito é quem determina a concordância verbal, nesses casos o verbo, que não tem sujeito, ficará sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplos:

 

I – Verbos indicando fenômeno da natureza (em sentido denotativo):

 

Choveu muito ontem.    =>      Sujeito inexistente

Choveu reclamação.    =>     Sentido conotativo     =>     Sujeito: reclamação

 

II – Verbo HAVER no sentido de existir ou ocorrer:

 

Houve muitas festas por aqui.   =>    Sujeito inexistente

 

III – Verbos FAZER, HAVER e IR indicando tempo decorrido:

 

Faz anos que nos conhecemos.   =>    Sujeito inexistente

 muito quero ver seus filhos.   =>      Sujeito inexistente

Vai uns dez anos que já não vejo José.   =>   Sujeito inexistente

 

IV – Verbo FAZER em indicações de clima.

 

Faz muito frio no Sul.    =>     Sujeito inexistente

 

V – Verbos SER e ESTAR acompanhados de fenômeno expresso por substantivo, adjetivo ou advérbio, sem que a casa sintática do sujeito esteja preenchida:

 

Está cedo.    =>    Sujeito inexistente

Ainda era madrugada.   =>    Sujeito inexistente

Está frio aqui.   =>    Sujeito inexistente

 

  • Não confundir com situações em que a casa sintática do sujeito esteja devidamente ocupada por estrutura nominal que desempenhe a função de sujeito:

O dia está frio.   =>     Sujeito: o dia



BOM, AGORA VEREMOS OS PREDICADOS


Sintaticamente, dá-se o nome de PREDICADO ao termo essencial da oração que corresponde ao segmento linguístico onde se situa o verbo da oração, o qual estabelece a concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito. Eu devo confessar que não gosto daquelas definições segundo as quais o predicado seria “aquilo que se diz do sujeito”, prefiro entender a sintaxe como um estudo de fenômenos estruturais da língua, portanto insisto na importância da percepção da concordância como um ponto fundamental na identificação do sujeito e do predicado. estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos oracionais.

E quais são os tipos de predicados?

Existem três tipos de PREDICADOS 

Nominal

Verbal

Verbonominal


NOMINAL:

O predicado será nominal quando for constituído por um VERBO DE LIGAÇÃO, normalmente definido como verbo que designa estado, e um PREDICATIVO DO SUJEITO. O núcleo de predicado, nesse caso, é o PREDICATIVO, que é função desempenhada por um nome (substantivo ou adjetivo), daí a definição do predicado como NOMINAL. Ex.: A vida está boa. (ESTÁ = verbo de ligação / BOA = predicativo do sujeito).

VERBAL:

Será chamado de VERBAL o predicado possui um verbo significativo, também denominado de nocional. Pedagogicamente, dizemos que é um verbo que exprime “ação”. Ex.: Esse professor ensina muito bem.

Sendo mais preciso o predicado VERBAL é aquele em cuja estrutura temos um VERBO INTRANSITIVO ou um VERBO TRANSITIVO (DIRETO, INDIRETO ou DIRETO E INDIRETO), sem se observar a presença de um predicativo (do sujeito ou do objeto). O núcleo do predicado verbal é o verbo.

VERBONOMINAL:

Será VERBONOMINAL o predicado que encerra em si mesmo uma espécie de união de predicados, sendo um centrado em um processo verbal de ação e outro em uma atribuição de estado. Assim, em sua constituição estrutural, o predicado VERBONOMINAL contará com um VERBO INTRANSITIVO ou um VERBO TRANSITIVO (DIRETO, INDIRETO ou DIRETO E INDIRETO) e também com um PREDICATIVO (do sujeito ou do objeto). Nesse caso, o predicado terá dois núcleos, sendo um o verbo e o outro o predicativo. Ex.: João chegou alegre. (CHEGOU = verbo intransitivo / ALEGRE = predicatvo do sujeito).


então esses são os sujeitos e os predicados.


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